Perguntas Frequentes

Separamos em 6 blocos os principais questionamentos que chegam até nós por meio dos canais de atendimento dos nossos associados, das suas equipes de vendas e também do nosso contato direto com o público geral.

Disponibilizamos na íntegra todas as lives técnicas já realizadas pela Abrafipa, no nosso canal do Youtube e no Instagram.

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Retenção de partículas

1 – Qual a diferença entre micra e mícron?

Um mícron é uma unidade e micra é o plural de mícron. Como unidade de medida para filtro é usado o mícron, que é um milésimo do milímetro, e serve para medir o tamanho da partícula que o aparelho retira da água.

2 – Qual a classificação de retenção de partículas? Qual a sua importância?

A norma da ABNT estabelece uma tabela de classificação para a eficiência na retenção de partículas, que vai de A a F, sendo a primeira destinada às partículas menores, medidas em mícrons.

Na classificação A, o aparelho deve reter partículas que medem de 0,5 a 1 mícron. Na classificação F, o aparelho deve reter partículas que medem de 50 a 80 micra.

tabela de eficiência retenção de partículas

Essa medida serve para verificar a classificação do aparelho na eficiência na retenção de partículas, que varia de aparelho para aparelho

Ela é muito importante para garantir que o fornecedor tenha ofertas de aparelhos adequados às suas necessidades, com variedade de valores, já que essa classificação pode influenciar no preço do produto e na sua vida útil.

3 – Por que um filtro às vezes satura /“entope” muito rápido?

Isto acontece quando a água está com excesso de impurezas, ou então, quando o aparelho não é o adequado para a água da residência. As partículas retidas ficam armazenadas no aparelho e podem causar o entupimento dos poros do elemento filtrante.

A pressão da água no local de instalação e algum evento que ocorre na tubulação ou caixa de armazenamento também podem influenciar no entupimento precoce do aparelho. Para a retenção de partículas menores exige-se uma pressão maior na rede de abastecimento e os problemas na tubulação ou reservatórios podem promover o surgimento de ferrugem, limo de caixa d’água, barro, etc.

Como o aparelho retém todas as impurezas, pode ficar saturado rapidamente, demonstrando eficiência na retenção. No caso de entupimento precoce, sugerimos que o fabricante seja contatado para apurar as razões e solucionar o problema.

Pressão e vazão

1 – Qual a diferença entre pressão e vazão?

Pressão é a força exercida pela água e a vazão é a velocidade e volume de água que passa pelo aparelho num determinado tempo. São medidas diferentes, mas interligadas, porque os aparelhos são fabricados para suportar uma pressão determinada e o funcionamento eficiente também depende da vazão indicada.

2 – Por que sai uma água branca do aparelho?

Se existir um excesso de vazão, a velocidade da água que sai pelo aparelho pode provocar microbolhas de ar, que se desfazem em alguns segundos. O ar no interior do aparelho ou nos microporos do carvão pode provocar um gotejamento na bica. Neste caso, é necessário eliminar todo o ar, esperando que todo o carvão fique encharcado. Isso pode demorar algumas horas ou até um dia inteiro.

3 – Um aparelho pode ser instalado em local com pressão maior que a indicada no manual?

Não, mas normalmente as construções devem obedecer uma norma que regula a pressão da água. Nos edifícios são instaladas válvulas redutoras de pressão (geralmente a cada 4 andares) para que os andares inferiores não sofram a pressão que vem dos andares superiores.

Alguns prédios mais antigos são a exceção, e não possuem essas válvulas. Neste caso, pode ser necessário instalar uma válvula redutora de pressão antes do aparelho.

4 – Como medir a pressão da água na residência?

Um manômetro e um pedaço de mangueira, mesmo que simples, são suficientes para medir a pressão da água e se ela está dentro dos padrões que o aparelho suporta. Se constatado o excesso de pressão, aconselha-se a instalação de uma válvula redutora de pressão antes do aparelho.

5 – E as residências que têm caixas d’água, podem ter problema de funcionamento do aparelho?

Neste caso, é possível que a pressão da água seja muito baixa e insuficiente para o funcionamento do aparelho, porque ele precisa de uma pressão mínima para funcionar. As especificações da pressão mínima e máxima para o funcionamento devem constar no manual de instruções do aparelho.

6 – Qual a unidade de medida da pressão da água?

A pressão é popularmente medida por metro de coluna d’água, sendo 10 metros de coluna equivalentes a 1 kgf/cm². Os aparelhos devem suportar no mínimo 2 kgf/cm² de pressão, o que significa 20 metros de coluna d’água. Ou seja, uma caixa d’água a 20 metros de altura do ponto de uso do aparelho.

7 – Existe válvula redutora de pressão que pode ser instalada antes do aparelho?

Sim, existe. A válvula redutora de pressão parece um registro, porém, tem a função de controlar tanto a pressão quanto a vazão. Alguns fabricantes de filtros e purificadores oferecem esse equipamento, mas ele também pode ser encontrado em lojas de materiais hidráulicos.

Gostos e carvão ativado

1 – Por que sinto gosto na água que sai do produto?

O paladar é um sentido muito complexo e relativo a cada pessoa. Muitas vezes, uma pequena quantidade de alguma substância existente na água (partes por milhão) pode causar um gosto perceptível por uma pessoa e por outra não, sem gerar nenhum mal à saúde.

Alguns fatores que podem influenciar nesta questão e causar gosto na água:

– Qualidade da água de entrada;
– Eventos na tubulação ou caixa d’água;
– Elemento filtrante saturado ou com vida útil esgotada;
– Qualidade da água dos mananciais e nível do reservatório (exigindo maior concentração de substâncias químicas para o tratamento, por exemplo).

2 – Se a água passa muito rápido pelo aparelho, ainda é possível retirar o cloro e a sujeira?

O tempo de contato da água com o elemento filtrante é fundamental, e isso é estabelecido com base na vazão (volume vs tempo). Se a vazão for grande, o elemento filtrante não terá o tempo necessário para exercer sua função. O fabricante é quem determina a vazão com que a água deve passar pelo aparelho.

3 – Qual a função da prata coloidal no carvão ativado?

A prata coloidal impregnada no carvão ativado tem função bacteriostática, inibindo a proliferação de bactérias, que podem estar alocadas no elemento filtrante.

4 – A prata faz mal à saúde?

Se o aparelho tiver o selo de certificação do INMETRO, a quantidade de prata coloidal liberada na água está dentro do limite tolerado e não oferece risco algum à saúde. No ensaio de extraíveis é possível verificar a quantidade desta e de outras substâncias liberadas na água. Por isso, procure sempre pelo selo do INMETRO e busque comprar o refil sempre do fabricante do seu aparelho.

5 – Qual o tempo de vida da prata coloidal no carvão do elemento filtrante?

A prata coloidal exerce a função bacteriostática durante toda a vida útil do elemento filtrante.

6 – Qual a função do carvão ativado no elemento filtrante?

O carvão ativado é um material nobre, conhecido como o adsorvente universal e que funciona como o melhor sistema na filtração da água. Ele é obtido na queima de variadas matérias orgânicas (madeiras, casca de coco de praia, endocarpo de coco de babaçu, casca de coco de dendê) e passa por um processo de ativação.

A ativação abre os milhares de microporos do carvão, aumentando significativamente a área de contato da água com o elemento. Assim, quando a água passa por esses poros, são retidas as substâncias químicas ainda existentes, principalmente o excesso de cloro.

7 – Qual a origem do carvão?

Existem dois tipos de carvão: o mineral (também chamado de carvão antracito) e o vegetal.

O carvão mineral é mais utilizado na estação de tratamento para filtração de grande porte. Já no caso dos filtros e purificadores de água se usa o carvão de origem vegetal, extraído de algumas madeiras, endocarpo de coco de babaçu, casca de coco de praia e casca de coco de dendê.

Estes são queimados de maneira controlada e livre de riscos de contaminação, a uma taxa constante, e através de ativação por vapor ou de maneira química, resulta num carvão ativado.

Troca de refil e pirataria

1 – Porque é necessário trocar o refil do filtro, purificador de água ou bebedouro, de acordo com o manual do produto?

A reposição do dispositivo de melhoria (refil, vela, cartucho, elemento filtrante) é fundamental nos filtros, purificadores e bebedouros. O dispositivo de melhoria tem um tempo de vida útil, que está indicado no manual do produto. Com o passar do tempo, a peça vai se desgastando e perdendo a eficiência e, por isso, é preciso fazer a troca.

Para garantir os percentuais de retenção e redução e eficiência bacteriológica durante toda a vida útil do dispositivo, é preciso respeitar o tempo de manutenção. O cloro livre, por exemplo, deve ser reduzido no mínimo em 75%. Depois do tempo de vida útil estipulado, o dispositivo vai continuar reduzindo o cloro, porém, não mais com o percentual garantido.

2 – Quais são os possíveis problemas de se usar um dispositivo similar?

Os dispositivos originais, fabricados segundo as Normas e Portarias do INMETRO passam por um processo rigoroso de avaliação e certificação para obter o Selo.

Com um dispositivo similar, não é possível afirmar que todos os requisitos (como eficiência bacteriológica e retenção de cloro) estejam sendo obedecidos pelo fabricante, já que não existe a obrigatoriedade de certificação. Isto não significa necessariamente que seja pior que o original ou que exponha o consumidor ao risco, mas é possível que não atenda às normas obrigatórias da ABNT.

Os principais problemas de usar um elemento similar são: falta de garantia de eficiência, perda da garantia do aparelho e danos ao produto. Além disso, a vida útil do elemento paralelo pode ser menor que a do original.

3 – O Selo Abrafipa para o dispositivo de melhoria pode ajudar nisso?

Sim, a Abrafipa criou um regulamento para avaliação do dispositivo de melhoria, tanto para os originais quanto para os não originais, que são avaliados igualmente, submetidos a todos os ensaios previstos na Norma ABNT.

O Selo Abrafipa garante que o dispositivo de melhoria avaliado ofereça as mesmas características de eficiência, desempenho e segurança originais do aparelho a que se destina, seja ele original ou não original.

4 – Qual é o tempo de vida útil do dispositivo de melhoria?

Os dispositivos de melhoria (refil, vela, cartucho, câmara) possuem vida útil variável Cada fabricante estabelece a vida útil de seu dispositivo e a informa no manual do produto. Além disso, cada fabricante tem sua metodologia para alertar o momento da troca (etiqueta, lâmpada, barrinha de vida útil, serviço de atendimento, etc).

De acordo com o público que se quer atingir e com os ensaios a que o dispositivo é submetido, o tempo de vida útil é determinado. Geralmente, aparelhos mais compactos têm a vida útil mais curta que os de grande porte.

5 – O dispositivo de melhoria pode ser descartado em lixo comum?

Geralmente, os dispositivos são compostos de materiais nobres e atóxicos, que não agridem a natureza. A maioria é envolta por plásticos, podendo ser descartados tanto no lixo comum quanto no reciclável.

No momento da troca, recomendamos que o fabricante do produto seja consultado para dar o destino adequado ao dispositivo de melhoria substituído, e que a equipe de Assistência Técnica se encarregue de descartar a peça quando realizar a troca.

6 – E quanto à pirataria, o que pode trazer de malefícios?

Um produto pirata não deve ser confundido com um similar e nem tampouco com um compatível ou não original.

O dispositivo pirata pode ser:

– Aparentemente igual a um original, mas sem identificação do fabricante
– Cópia fiel do original, com selo do INMETRO e indicação do fabricante falsificados
– Dispositivos velhos, com datas de fabricação e validade adulteradas.

O consumidor que compra o dispositivo pirata coloca em risco sua saúde e segurança, pois certamente este produto não passou por nenhum ensaio, não tem materiais de origem conhecida e garantida e não obedeceu aos critérios técnicos determinados pela Norma e Portarias do Inmetro.

A imagem dos fabricantes da nossa indústria também têm prejuízos muito grandes com a pirataria e o mercado como um todo sofre com a presença de produtos sem regulamentação.

7 – Como posso denunciar a venda de aparelhos sem o selo do Inmetro ou pirateado?

A primeira orientação é nunca comprar aparelho sem o selo do Inmetro ou pirateado. Estes produtos têm certificação compulsória e, se forem encontrados sem o selo, devem ser denunciados.

A denúncia deve ser fundamentada com fotos, endereço, site, propaganda, etc. e pode ser direcionada para: ouvidoria do Inmetro, IPEMs, Procon, delegacias do consumidor, Reclame Aqui, ou então no próprio site da Abrafipa, que avaliará as evidências e encaminhará a denúncia para um desses órgãos.

Norma ABNT e sele do INMETRO

1 – O que é Inmetro?

O Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia é uma instituição federal vinculada ao ministério da economia.

O objetivo do Inmetro é fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade e da segurança de produtos e serviços.

2 – O que é “OCP” e qual o seu papel?

A sigla OCP significa Organismo de Certificação de Produto. Sua função é conduzir o processo de certificação (em nome do Inmetro/Cgcre) dentro do escopo que é acreditado.

Para ser um organismo acreditado, o OCP passa por auditorias anuais do Inmetro, em que são verificados diversos itens que garantem que aquele Organismo tem competência para a realização das atividades de certificação.

3 – Por que a certificação é obrigatória? O que significa um produto “ser certificado”?

No Brasil, a certificação é obrigatória para produtos que apresentem riscos relacionados à saúde, à segurança do usuário ou ao meio ambiente, como é o caso dos equipamentos para consumo de água. Ou seja, para a comercialização desses produtos no Brasil (fabricação nacional ou importados), é necessário estar de acordo com os regulamentos e possuir o selo de identificação da conformidade.

Um produto certificado é aquele que:

– Foi produzido em uma unidade fabril que passou por auditoria de certificação (inicial) ou de manutenção para os produtos que já estão no mercado, com verificação de gestão de qualidade da norma ISO 9001
– Foi ensaiado em laboratório
– Acreditado pelo INMETRO/Cgcre

4 – O que o selo do Inmetro significa? O que o selo INMETRO assegura para o consumidor?

O selo de identificação da conformidade assegura para o consumidor que aquele produto em questão passou por um processo de certificação (com avaliações técnicas, auditorias e ensaios), e que obteve resultados satisfatórios (conforme) em todos os requisitos.

Assim ele garante que aquele produto é fabricado de acordo com os requisitos necessários, estabelecendo um padrão mínimo de qualidade e/ou segurança. Também possibilita a rastreabilidade dos processos, desde a compra da matéria prima até o produto chegar na prateleira.

5 – Quais os riscos envolvidos na aquisição de produtos sem certificação?

Os riscos atrelados a aquisição de produtos sem certificação são:

– Não há garantia de que aquele produto atende aos requisitos mínimos de qualidade, saúde e segurança dos usuários, bem como do meio ambiente;
– Não há garantias que as matérias primas utilizadas para a fabricação desse produto foram adquiridas de fabricantes que prezam pela qualidade.

A procedência incerta dos materiais é preocupante para estes equipamentos, já que existem materiais que podem colocar em risco a saúde do usuário quando entram em contato com a água.

6 – Como o INMETRO fiscaliza os produtos no mercado?

A fiscalização dos produtos de certificação compulsória é realizada pelo Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) de cada estado. Periodicamente, as equipes técnicas do Ipem visitam os pontos de venda, verificando se os produtos apresentam o Selo de Identificação de Conformidade.

Os fabricantes, importadores e pontos de venda que não cumprirem as normas e regulamentos estão passíveis de multas, apreensão dos produtos irregulares e até interdição do local.

7 – Para obter o selo, todos os aparelhos são ensaiados?

Não, os ensaios não são realizados em todas as amostras produzidas, tanto na certificação dos equipamentos para consumo de água quanto na certificação de diversos escopos. Os regulamentos definem que os ensaios devem ser realizados em amostras coletadas de forma aleatória, dentro do processo produtivo das fábricas.

8 – Se nem todos os aparelhos são ensaiados, que garantia temos em todos os aparelhos?

A certificação dos produtos envolve avaliações técnicas, auditorias de fábrica e ensaios em laboratórios acreditados. São verificados diversos itens de gestão da qualidade da norma ISO 9001/2015, como qualificação de fornecedores, registros de treinamentos e auditorias internas.

A certificação garante que o processo produtivo daquela fábrica vai manter um padrão, entendendo que todos os produtos fabricados no mesmo sistema de gestão, que atendam aos requisitos normativos e do regulamento, irão apresentar os mesmos resultados.

10 – Se o fabricante alterar algo na fabricação e isso influenciar na eficiência e segurança do aparelho, o que acontece? O processo de certificação inibe essa possibilidade?

Toda e qualquer alteração, tanto no processo produtivo quanto nas características do produto, devem ser comunicadas previamente ao OCP. Em todos os casos, realiza-se sempre a análise dos impactos dessas alterações, determinando se há ou não a necessidade de realizar ensaios complementares ou até mesmo auditorias extraordinárias.

11 – Como a ABNT cria uma norma?

O processo de elaboração de uma norma é iniciado a partir de uma demanda, que pode ser apresentada por qualquer pessoa, empresa, entidade ou organismo regulamentador.

Esta demanda é então analisada, e levada ao Comitê Técnico correspondente caso se apresente viável. O assunto é discutido pelas Comissões de Estudo, com a participação aberta a qualquer interessado. Após o consenso, elabora-se um Projeto de Norma, que é submetido à Consulta Nacional (via internet), com ampla divulgação, dando oportunidade a todas as partes interessadas para examiná-lo e emitir suas considerações.

Todos os comentários são analisados e respondidos pela Comissão. Os interessados que se manifestaram durante o processo de Consulta Nacional são convidados a participar de uma reunião, a fim de deliberar, por consenso, se este Projeto de Norma deve ser aprovado como Documento Técnico ABNT.

Por fim, as sugestões aceitas são consolidadas no Projeto de Norma, que é homologado e publicado pela ABNT como Documento Técnico ABNT.

12- No que o Inmetro se baseia para determinar a certificação de um produto?

De forma geral, são os relatos de vítimas de problemas e acidentes com produtos que norteiam a criação de Normas e Portarias.

Os registros feitos pelos consumidores auxiliam o Instituto a aperfeiçoar a identificação de alguns produtos e serviços que oferecem mais risco à saúde e à segurança do consumidor, passando assim a priorizá-los na criação de regulamentos técnicos, programas de avaliação da conformidade compulsórios ou outras ações regulatórias, como campanhas educativas.

Se precisar fazer um registro, acesso e site do Inmetro na área “Para o Cidadão”, e clique no campo “Acidente de consumo”.

Ensaios de laboratório

1 – Quais são os ensaios obrigatórios e os ensaios classificatórios?

São 4 ensaios obrigatórios, que todos os aparelhos devem passar, independente das eficiências declaradas, para assegurar a segurança do consumidor e os riscos mecânicos em seu funcionamento:

a) Pressão hidrostática: mede se o equipamento suporta a pressão existente na instalação hidráulica onde será instalado;
b) Fadiga: mede se o aparelho suporta o abre e fecha da água durante todo o período de vida útil esperada;
c) Extraíveis: verifica se o aparelho não acrescenta na água algum componente prejudicial à saúde;
d) Controle de nível microbiológico: verifica se o aparelho não permite a proliferação de bactérias quando a água fica armazenada por algum tempo no seu interior.

Verificado que o aparelho não oferece risco algum ao consumidor, tem início a realização dos ensaios classificatórios, que servem para conferir as eficiências declaradas pelo fabricante, sendo obrigatório que apresente pelo menos uma delas. Neste caso, não se pode dizer que o produto seja um equipamento para melhoria da água.

Seguem os ensaios classificatórios:

a) Retenção de partículas: mede a classificação do aparelho nesse quesito, de acordo com a norma;
b) Redução de cloro livre: mede se o aparelho retém ao menos 75% do cloro,. Se o produto não atender essa norma, não terá eficiência nesse quesito;
c) Eficiência bacteriológica: para ter eficiência nesse quesito deverá reduzir ao menos 99% de bactérias existentes na água.

2 – Como são realizados na prática esses ensaios mecânicos no laboratório?

Para os ensaios mecânicos de pressão e fadiga, o laboratório utiliza diversas máquinas automatizadas, ajustadas em temperatura e pressão, simulando um uso normal no decorrer do tempo de vida útil do equipamento. Assim, é possível verificar se ele não apresenta nenhum tipo de vazamento ou quebra de alguma peça na sua estrutura.

A pressão empregada no ensaio é de uma vez e meia a declarada pelo fabricante e, para o ensaio de fadiga, muda-se a pressão e tempo, de acordo com o ponto de uso do produto: Ponto de Uso (POU) ou Ponto de Entrada (POE).

Estes ensaios podem demorar de um dia a uma semana dependendo do modelo do fabricante e da posição do registro.

3 – E quanto ao ensaio de extraíveis, como é realizado?

Uma água totalmente isenta de impurezas é inserida no aparelho e fica parada por 24 horas. Depois de retirada, passa por mais de 30 análises para verificar se o aparelho não migrou para a água alguma substância acima dos limites de tolerância, oferecendo risco à saúde do consumidor.

Dentre essas substâncias podemos citar: plástico, alumínio, ferro e outros metais, prata, magnésio, cálcio, bromatos, entre outros. Mesmo que na composição do aparelho não tenha tais substâncias, essa verificação é obrigatória segundo a Norma de referência da ABNT.

4 – Por que existe a necessidade do ensaio de nível microbiológico e como ele é feito?

Este ensaio é obrigatório para verificar se o aparelho inibe a proliferação de bactérias e independe se o produto tem ou não eficiência bacteriológica.

A água fornecida pela concessionária pública é isenta de bactérias, porém, pode sofrer alguma contaminação no percurso das tubulações, nos reservatórios, que são combatidas naturalmente pelo organismo.

Se uma água com uma pequena quantidade de bactérias fica armazenada no aparelho por um tempo, é possível que essas bactérias se proliferem. Portanto, todos os dispositivos de melhoria devem conter alguma forma de inibir a proliferação destas possíveis bactérias. Por isso, o ensaio de nível microbiológico é obrigatório, em todo e qualquer aparelho.

5 – E os ensaios classificatórios como são realizados?

Uma vez que o produto é aprovado nos ensaios obrigatórios, iniciam-se os ensaios classificatórios, para verificar as eficiências declaradas pelo fabricante.

a) Eficiência na retenção de partículas:

O fabricante declara qual a classificação do seu aparelho. Numa água isenta de impurezas, é colocado um pó contendo partículas de tamanhos variados, menores e maiores que os declarados. Essa água é submetida ao aparelho e, após sua passagem, é coletada e submetida a um equipamento especial de alta tecnologia, chamado contador de partículas. Por meio de raio laser, ele verifica o tamanho das partículas que foram retidas no aparelho, conferindo então se de fato pode ser classificado de acordo com o declarado pelo fabricante.

b) Eficiência na redução de cloro livre:

A Norma da ABNT estabelece que para ser declarada a eficiência na redução de cloro, o aparelho deve reduzir no mínimo 75% dessa substância.

Numa água totalmente isenta de impurezas e cloro, com temperatura e pH controlados, são inseridos 2 miligramas de cloro livre por litro de água. Essa água é submetida ao aparelho e, através de um equipamento sofisticado, chamado espectrofotômetro, avalia-se a quantidade de cloro que ainda persiste na água. Se não houver uma redução de ao menos 75%, o aparelho consta como reprovado na eficiência de redução de cloro livre.

c) Eficiência bacteriológica:

Um pouco semelhante com o ensaio de controle de nível microbiológico, o ensaio de eficiência bacteriológica avalia se o aparelho tem de fato a qualidade de reduzir as bactérias.

Para esse ensaio, uma água totalmente isenta de impurezas, temperatura e pH controlados é infectada com uma bactéria chamada escherichia coli. Ela passa pelo aparelho, é coletada e levada para o laboratório de microbiologia, que faz a contagem das bactérias antes e depois de passar pelo aparelho, conferindo se de fato o aparelho reduziu em 99% a quantidade de bactéria

6 – Qual a segurança de que todas essas qualidades permanecem por toda a vida útil do aparelho?

Todos os ensaios, tanto os obrigatórios quanto os classificatórios, são realizados no aparelho novo. Logo em seguida, é feita uma simulação de envelhecimento, de acordo com o tempo de vida útil do dispositivo de melhoria, declarado pelo fabricante.

Após essa simulação, o aparelho é ensaiado novamente, para confirmar se os resultados obtidos nos ensaios iniciais permanecem até o término da vida útil do dispositivo de melhoria.

7 – Aparelhos elétricos e que fornecem água gelada precisam sofrer algum outro ensaio?

Sim, os aparelhos elétricos, além desses ensaios voltados à melhoria da qualidade da água, passam por uma série de ensaios específicos para avaliar questões de segurança elétrica. Além disso, também passam por ensaios para medir a capacidade de refrigeração e consumo de energia.

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